words of silence


porque

Porque chegaste tão tarde, amor?

Sei que não devia começar esta conversa com uma pergunta, mas é a única que me atormenta todos os dias.  Já faz algum tempo que não falamos sobre ‘coisas sérias’.

Temos sobrevivido todos os dias, como se nada tivesse acontecido antes. Mas na verdade, não passamos um dia sem recordar uma memória, para mim é como se ainda vivessemos no passado, mesmo que ele já não faça parte do presente. Limitamo-nos a sorrir, a nos encontrarmos no mesmo lugar, á mesma hora de sempre, fazemos os mesmo gestos, abraçamo-nos do mesmo modo, surpreendemo-nos como se fosse pela primeira vez. E no entanto… não falamos. Brincamos, rimos, dizemos asneiras e disparates só para nos vermos sorrir, porque sabemos que é isso que nos enche o coração. E mesmo assim eu chego a casa, e pergunto-me sempre, “quer isto dizer que voltaste para mim? ou que nunca sequer fugiste? ” apenas te perdes-te pelo caminho, coração. Não estavas habituado a tantas emoções juntas, eu sei. Eu também não.

Não sabia o porquê de tanto alarido á volta do que Eles chamam ‘amor’, e daquela sua cúmplice, a ‘felicidade’. Via pessoas loucas, deprimidas, completamente fora de si, e não as compreendia. Pois agora sei que não passam de pessoas apaixonadas. Porque eu sou uma delas. Serei apaixonada por ti, para sempre. Não te consigo explicar.

Mas puderei eu estar para sempre apaixonada por alguém, sem a conseguir amar? Já não sinto aquelas tremendas saudades, nem me fazes tanta falta como durante uns tempos fizeste. Já não sinto o coração bater tão depressa como dantes. Mas ainda fico completamente desorientada quando estou ao teu lado. Por muito que diga antes, que tenho de me portar ‘bem’, chego ali, e zás, transformo-me na pessoa mais rica e apaixoanda que alguma vez vi. Ainda quero partilhar tudo contigo, e só isso me faz sentir uma pessoa realizada. Faz-me sentir um nivel de segurança, que eu nunca teria imaginado. Já passamos por muito, já vivemos muito, talvez esta seja a fase de sobrevivermos, de ‘ressaca’. Talvez tenha morrido a parte que te amava, porque a tua, dizes tu, também morreu. Só que tu sabes que eu penso demais, que sou muito picuinhas, e por vezes acredito mais nas acções do que nas palavras. Mesmo sabendo que não me queres magoar, imagino todos os cenários possiveis para que tudo voltasse a ser como dantes. E penso que talvez essa parte do Amar, tenha apenas sido adormecida, por todos os outros problemas. Mesmo com todos os perigos, os erros, as incompreensões, as dores, eu voltava a sentir aquilo, porque no momento em que me davas a mão e levantavas a cara para olhar para mim com aquele sorriso que só tu sabes me dar, para dizer “vai correr tudo bem, sim?”, tudo valia a pena, Nós valiamos a pena. Porque tu tens de ter sempre a última palavra. E eu a última lágrima.

No final de tudo isto, vou voltar a guardar a conversa sobre ‘coisas sérias’ para outro dia. Sei que só tu me percebes, e eu a ti.  E é por isso, que volto a camuflar-me de desinteresse, porque magoar-te é a última coisa que quero fazer. Espero pelo tempo, porque sei que o tempo me pede para esperar por ti.

E quando voltares, seja cedo ou seja tarde, eu estarei aqui e irei perguntar-te,

Porque me deixaste tão cedo, amor ?


Tenho saudades..

De ter saudades.

Saudades tuas.

Saudades Nossas.

Saudades Deles e Delas.

Saudades daquelas noites, e daqueles dias

Do pôr-do-sol, e do pôr-da-lua *

Saudades de chorar. Parece que esvaziei acredita.

Saudades de Ser feliz, nem que fosse por um segundo bem rápido.

Saudades de agarrar, de te puxar contra mim, de ser sensivel demais para sequer te ver ao longe, e não puder correr e saltar pra cima de ti, e beijar-te de cima abaixo, apertar bem apertado, num abraço como tu gostas bem espremidooooooo .

Seria estranho dizer que… acho que não sei ?


3.13

Ai como eu gosto do número 13. Temos aquela empatia sabem?

E depois assim de repente, pergunto-me de quem sou?

Serei de mim mesma?De outra pessoa qualquer?

Alguém que desconheça ou que viva debaixo do meu ver?

Mas… se não Sou nada.. como posso Ser de alguém?

Apesar de como Tu dizes, nada É alguma coisa .


well..

Não sei como me perdi disto, na verdade secalhar até foi bom perder , para voltar a encontrar. Vou escrever umas coisinhas aqui e ali, porque agora é muito habitual chegar a estas horas da madrugada (3h) sem conseguir dormir ou sequer fechar os olhos…


se eu não fosse o que era

Se eu não fosse o que era

Nem era o que agora sou

Desmentido à sua espera

O beijo que mo roubou

 

Seria talvez, bentida quimera

De quem um beijo amou

E se eu fosse quadro de esfera

Neste mar que tudo afundou

 

Ou demente maçã vermelha,

Doce crente sabor, que amargou

E nesta alma, agora velha

Quanto ao sonho, que não o sonhou


transparente

Ela é linda

E eu ainda nem me apaixonei.

 

A sombra é linda

E eu ainda nem a apaguei.

 

Ela é tudo

O que eu não quero esquecer.

 

A água é tudo

O que eu tenho para viver.

 

Ela é brilhante

E eu ignorante.

 

Ela é serena

E eu pequena.

 

Ela é sonho

Que me faz levitar.

 

A paixão é sonho

Que eu não posso evitar.

 

Ela é especial

Ela é diferente

Ela é divinal.

 

Mas mais do que isso…

Ela é totalmente,

 

Transparente.

 

 

done in January 2006 *


sometimes you can make it on your own

would you know my name
if i saw you in heaven
would it be the same
if i saw you in heaven

I must be strong
and carry on
’cause i know i don’t belong here in heaven

would you hold my hand
if i saw you in heaven
would you help me stand
if i saw you in heaven

I’ll find my way through night and day
’cause I know I just can’t stay here in heaven

Time can bring you down
time can bend your knees
time can break your heart
have you beggin’ please
beggin’ and please

beyond the door there’s peace I’m sure
and I know there’ll be no more tears in heaven

would you know my name
if I saw you in heaven
would it be the same
if i saw you in heaven

I must be strong
and carry on
’cause i know i don’t belong here in heaven

’cause i know i don’t belong here in heaven


A grande diferença entre …

vaca.jpgAs vacas do campo

E as vacas da cidade .

to be continued


Farta , esta é para ti …

Estou farta que me digam para viver a vida.

farta até que me digam que não a posso viver , sem que seja aquela menina segura que eles sempre me espelharam futuramente.

Ou talvez não, sempre os ouvi sussurar, que “ela vai sair igualzinha á mãe e á irmã mais velha, sem tirar nem pôr!” sempre me irritou estes sussuros que mais parecem bofetadas para que eu acordasse para a vida e decidisse que o meu futuro, sim é meu e sou eu quem o faz.

E eu fiz.

Fiz por mim . Fiz por eles . Pelo que eles diziam, muitas das vezes, desinteressadamente.

Mas eu interesso-me! Afinal eles apenas “dizem” se interessar. Mas eu não posso apenas “dizer”. Sou dona do meu corpo e reconheço esse poder.

E depois, ainda têm o bidão! SIM! Porque lata é muito pouco para a intensidade destas palavras! “Tal pai, tal filha.”

arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh .

E farto-me. Porque já não me basta, a minha confusão genética, não quanto ao meu género ou feitio, mas algo que nasceu comigo, e e e ainda me confundem mais com isto ?

Eu sou eu. O meu corpo é meu .

 E eu estou farta, de ouvir que esta vida é curta e tenho que vivê-la ao máximo.

Porque são Eles. Os mesmo que mo dizem todas estas frases feitas de apoio e força, que não me deixam a viver a minha vida … por mais curta que ela seja.

Só quero aprender a amá-la. Tanto quanto ela me amou no dia em que eu abri os olhos e Te vi.

Não é de se fartar ? -

ps: talvez fosse bom nenhum inglês, ler este pedaço, já que com tantos Farts… ainda podem sugerir que isto é um blog, para o melhor Fart.